Ser vítima de violência doméstica é algo doloroso e muito difícil de lidar. Muitas vítimas passam anos presas nesse ciclo e não conseguem ver a luz no fim do túnel. Quando rompem a ligação com o agressor as dificuldades continuam: como recomeçar? Na última quarta-feira (25/7) foi aprovada na Nova Zelândia uma lei que garante licença remunerada de dez dias e flexibilidade no trabalho a vítimas e responsáveis por menores que sofreram violência doméstica. A ideia é justamente essa que falamos no começo: dar um tempo para que essas pessoas consigam se encontrar e se adaptar a nova vida.

A lei não tem restrição de gênero, mas as mulheres ainda são as que mais sofrem com esse tipo de violência. Segundo um relatório da ONU de 2011, cerca de 20% das mulheres neozelandesas afirmaram já ter sido vítimas de violência doméstica. Além disso, dados do governo do país mostram que a policia atendeu 118 mil casos ligados a violência familiar em 2016. Todos esses números podem ter sido decisivos na aprovação da lei.

Vale ressaltar que A Nova Zelândia é apenas o segundo país e adotar a medida, seguindo o exemplo das Filipinas. Alguns estados canadenses e australianos também oferecem licença de cinco dias, porém não remunerada.

Para usar o benéfico você precisa seguir os seguintes passos: o pedido deve ser feito de forma detalhada aos empregadores, indiferente do tempo que tenha ocorrido a agressão, mostrando como as mudanças a ajudará. O empregador, por sua vez, tem 10 dias para dar a resposta. No período de três dias úteis, ele pode pedir provas, que a pessoa tem até 10 dias para apresentar. Sem elas, o pedido pode ser negado e a funcionária precisará entrar com um pedido no Ministério do Trabalho.

Por Mayara Santos | Cosmopolitan

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