Todos os anos, mais de 14 milhões de novas mamães sofrem com um sangramento excessivo nas primeiras horas após o nascimento do bebê. Dessas, 70 mil morrem. Pior: a esmagadora maioria dos óbitos ocorre em países subdesenvolvidos e 20% deles acontecem aqui mesmo no Brasil.

E pensar que a complicação pode ser evitada com uma injeção simples e barata de uma substância chamada ocitocina. O problema é que muitos lugares não possuem estrutura para armazenar ou transportar as doses desse hormônio, que exigem refrigeração.

Mas temos uma boa notícia: acaba de ser publicado um estudo patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que testou a carbetocina termoestável, uma formulação que, ao contrário da usual, não precisa ficar na geladeira e não estraga em temperaturas mais quentes.

Os resultados mostraram que o novo produto funciona tão bem quanto a ocitocina, disponível há quase três décadas. “Já submetemos a substância às agências regulatórias a fim de que ela seja aprovada e chegue o mais rápido possível, especialmente nas regiões mais pobres”, informa o obstetra Eli Lakryc, diretor médico da Ferring, farmacêutica que desenvolveu a novidade.

Entenda melhor essa complicação do parto

O problema: A hemorragia pós-parto é definida como uma perda de meio litro ou mais de sangue nas primeiras 24 horas.

Por que acontece: Um pré-natal inadequado, trabalhos de parto prolongados e gestação de gêmeos elevam o risco.

Prevenção: Um acompanhamento próximo com o médico durante todos os nove meses é primordial.

Tratamento: A injeção de ocitocina aumenta o tônus da vagina, impedindo o escape do líquido vermelho.

Alternativas: Se o parto é cesárea, o profissional de saúde ainda pode fazer uma massagem na região do útero.

Por André Biernath

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