“Não há nada mais atraente do que uma mulher ser totalmente ela mesma, sem qualquer tipo de inibição”

Aos 43 anos, Angelina Jolie já fez um pouco de tudo. A atriz, diretora e ativista humanitária tem no currículo mais de 50 filmes e premiações em todas as áreas em que atua – de melhor atriz a defensora das mais diversas causas sociais. Casou-se três vezes, sendo uma delas com o ator Brad Pitt, com quem disputa atualmente a guarda dos seis filhos (três biológicos e três adotivos). Já admitiu ter tido uma adolescência conturbada e sofrido assédio no começo da carreira, em Hollywood. Uma das mulheres mais bem pagas da indústria do cinema, Angelina demonstrou, há pouco tempo, o desejo de fazer uma pausa na carreira para ser dona de casa e cuidar dos filhos – para ela, o equilíbrio reúne feminilidade e feminismo. “Inclui certa suavidade e graça mas também mulheres marchando ou lutando por seus direitos ou pelos direitos dos outros”, disse em entrevista publicada com exclusividade pela REVISTA CLAUDIA.

Não à toa, a atriz foi inspiração para uma linha de fragrâncias da Guerlain, marca francesa de cosméticos que busca representar a feminilidade. Como transformar tal conceito em produto? “Emprestando-se a todos os estados de ânimo e fugindo de definições”, respondeu Angelina. No mês em que estrela o lançamento da terceira versão de Mon Guerlain (que chega ao mercado como Eau de Toilette), ela fala aqui sobre feminismo, igualdade de gênero e educação.

Confira a entrevista:

REVISTA CLAUDIA: Com que idade você sentiu que aflorou mais sua feminilidade?

Angelina Jolie: Quando me tornei mãe e atualmente. Essa sensação cresce e muda a cada ano que passa e a cada etapa. Para mim, trata-se de aprender a aceitar a si mesma e o que a vida nos traz.

REVISTA  CLAUDIA: As mulheres nunca tiveram que desempenhar tantos papéis ao mesmo tempo: mãe, amante, mulher de negócios etc. Como ser tudo isso ao mesmo tempo?

Angelina Jolie: As mulheres sempre fizeram muita coisa e estamos preparadas para fazer muito mais. Está na nossa natureza. Mas precisamos lembrar de tomar conta de nós mesmas também.

REVISTA CLAUDIA: Como uma mulher pode estar realmente à vontade quando tem de responder a diferentes apelos: ser bonita e sexy, mas sem ceder aos ditames da moda e da sociedade machista?

Angelina Jolie: Não há nada mais atraente do que uma mulher sendo totalmente ela mesma, sem qualquer tipo de inibição. Todos nós reconhecemos quando vemos uma.

REVISTA CLAUDIA: Como educar nossas crianças para o feminismo?

Angelina Jolie: Por meio de modelos femininos fortes e diversificados. E também lembrando o passado: precisamos defender a liberdade conquistada com a luta de tantas mulheres. Ainda hoje muitas vivem em países onde não são livres. Algumas das pessoas que meus filhos mais admiram são mulheres que passaram por conflitos ou superaram adversidades. Não é o sexo que as define, e sim a força e os exemplos que elas nos dão.

REVISTA CLAUDIA: O que você gostaria que suas filhas aprendessem com você?

Angelina Jolie: A serem elas mesmas – por completo. Mas, honestamente, são meus filhos que me ensinam todos os dias. Eles são muito fortes. Cada um à sua maneira.

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