Unhas quebradiças e ressecadas? Nunca mais!

São duas as principais queixas de quem visita um consultório dermatológico à procura de tratamentos específicos para as unhas: a primeira e mais comum delas é a chamada síndrome das unhas fracas, que causa descamação e as deixa quebradiças. Já a segunda atende por onicomicose, e nada mais é do que uma infecção causada por fungos que se alimentam da queratina, proteína responsável pela maior parte da estrutura das unhas.

“As unhas fracas, ressecadas e quebradiças podem surgir em decorrência de carências nutricionais com déficits de vitaminas e sais minerais, como o ferro e a B12. Ou, então, pelo uso prolongado de esmaltes sem repouso nem hidratação das unhas, que ressecam a longo prazo, esfarinhando e ficando mais fáceis de quebrar”, explica Emily Alvernaz, médica especializada em dermatologia e cirurgia estética.

Denise Steiner, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aponta outras múltiplas causas como responsáveis pela falta de saúde das unhas: anemia, má circulação sanguínea e doenças da tireoide, como hipo e hipertireoidismo, podem ser a origem exata do problema, mas não só isso. A médica destaca que alguns hábitos da rotina, como a manipulação frequente de produtos químicos e a falta de hidratação, por exemplo, também podem resultar nas condições expostas acima.

Listamos, com ajuda das duas experts no assunto, de quais desses hábitos você deve passar bem longe para que suas unhas permaneçam sempre firmes, fortes e saudáveis.

Tirar as cutículas excessivamente

Remover as cutículas semanalmente pode prejudicar – e muito – a saúde das suas unhas. Isso porque, como você já deve ter ouvido falar por aí, as cutículas são responsáveis pela sua proteção, servindo como barreira natural para a entrada de microorganismos transmissores de doenças, como fungos e bactérias. Ao removê-las completamente ou excessivamente, essa barreira é desfeita, e infecções podem surgir a qualquer momento. Além disso, tirar as cutículas aumenta a sensibilidade das unhas em toda sua extensão, provocando ressecamento, feridas e pequenos machucados.

Portanto, evite tirar as cutículas ou, pelo menos, diminua a frequência do ato. Se você é do tipo que faz as unhas toda semana, religiosamente, tente não removê-las por completo – empurre a pele com a espátula e “limpe” apenas os excessos.

Tirar as cutículas excessivamente

Remover as cutículas semanalmente pode prejudicar – e muito – a saúde das suas unhas. Isso porque, como você já deve ter ouvido falar por aí, as cutículas são responsáveis pela sua proteção, servindo como barreira natural para a entrada de microorganismos transmissores de doenças, como fungos e bactérias. Ao removê-las completamente ou excessivamente, essa barreira é desfeita, e infecções podem surgir a qualquer momento. Além disso, tirar as cutículas aumenta a sensibilidade das unhas em toda sua extensão, provocando ressecamento, feridas e pequenos machucados.

Portanto, evite tirar as cutículas ou, pelo menos, diminua a frequência do ato. Se você é do tipo que faz as unhas toda semana, religiosamente, tente não removê-las por completo – empurre a pele com a espátula e “limpe” apenas os excessos.

Roer as unhas

A onicofagia, ou hábito de roer as unhas, geralmente vem associada a quadros ou momentos de ansiedade – sendo assim, deve ser tratada como uma síndrome que necessita de acompanhamento psicológico, além do tratamento das unhas.

Roer as unhas costuma deixar a região úmida e enfraquecida, muitas vezes causando machucados e inchaço. Não se esqueça, ainda, que o hábito pode causar alguns problemas de saúde, como gastrites e infecções gastrointestinais, por conta da entrada de microorganismos vindos de fragmentos de unhas (geralmente sujas) que vão parar no sistema digestivo. Diferentes tratamentos psicológicos, aliados ao uso de esmaltes com sabor amargo, podem ajudar a resolver ou controlar o problema.

Usar produtos de limpeza sem proteger as mãos

Detergentes, cloro, alvejantes e produtos de limpeza em geral, principalmente aqueles com ação cáustica ou abrasiva, podem causar, além de dermatite de contato na pele, prejuízos graves para as unhas. Isso porque eles costumam ser bem agressivos, provocando o ressecamento da pele da área e contribuindo para a presença de umidade nas cutículas que, como já dissemos, facilita a entrada de microorganismos e a transmissão de doenças infecciosas.

Emily explica que inclusive o próprio contato com a água em excesso pode afetar a saúde das unhas, já que facilita a penetração e proliferação de bactérias e fungos. Isso causa um quadro chamado de paroníquia, que aparece em forma de edema, vermelhidão e dor na região das cutículas, podendo até sangrar ou apresentar secreção purulenta.

Ao fazer uso desses produtos lembre-se sempre de proteger as mãos com luvas grossas de borracha, além de hidratar a pele e as cutículas com cremes específicos para a área logo depois que remover as luvinhas.

Falta de hidratação

Hidratar as mãos diariamente também entra no pacote de hábitos saudáveis com as unhas – e esquecer disso também contribui para que elas fiquem enfraquecidas. Procure por cremes hidratantes para mãos e cutículas formulados com ceramidas, vitaminas e antioxidantes, além de ureia, ácido hialurônico e óleos naturais – aplique ao longo do dia, sempre que julgar necessário ou sentir a pele mais sequinha e, claro, ao remover cutículas.

Além de um potente hidratante para mãos, não se esqueça de usar bases nutritivas antes da esmaltação, que deve ser feita de tempos em tempos, para que as unhas possam ficar pelo menos um ou dois dias “respirando”.

Cortar e lixar as unhas de maneira incorreta

Sim, existe um jeito “certo” de lixar e cortar as unhas para que elas não encravem e cresçam de maneira mais saudável. Para isso, evite cutucar os famosos cantinhos, e prefira cortá-las em formato reto, lixando sempre no mesmo sentido.

Usar alicates e instrumentos para unhas de terceiros ou não esterilizados

Nunca, jamais, em hipótese algumas use alicates ou instrumentos para unhas emprestados de outras pessoas sem que eles estejam devidamente esterilizados e limpos. Esses materiais, em contato com sangue contaminado, podem transmitir doenças como hepatite e o vírus HIV, além de micoses de unha. Procure ter sempre em mãos um “kit manicure” e leve-o ao salão quando for fazer a unha. Caso isso não seja possível, certifique-se de que o estabelecimento usa sempre instrumentos descartáveis e esterilizados da forma mais higiênica possível.

Remover o esmalte de forma inadequada

A melhor maneira de remover o esmalte é utilizando produtos específicos, que tenham óleos ou ativos hidratantes em suas fórmulas – o removedor em questão pode ser líquido, em forma de lencinho, pad ou esponja. Já o pior jeito de tirar o esmalte é o manual, esfregando com a própria unha ou com os dentes. Acetonas também estão vetadas, já que possuem um pH agressivo e potencial abrasivo, podendo até mudar as características naturais das unhas, que acabam ficando mais porosas, esbranquiçadas e ressecadas.

Má alimentação

Para ter unhas saudáveis é necessário manter uma alimentação balanceada, evitando o consumo exagerado de carboidratos e gorduras saturadas. Alimentos como ovos, carnes, aves, laticínios e grãos integrais são bem-vindos, por conta das altas taxas de vitamina B12 em suas composições, bem como folhas verdes escuras, nozes, sementes e grãos, fontes de vitamina E, e frutas como laranja, limão, morango e mamão, ricas em vitamina C.

Mulheres que estão na menopausa tendem a ficar com as unhas enfraquecidas, pela ausência do hormônio feminino, e precisam de cuidados redobrados em relação à alimentação. Para elas (mas não só) é recomendável a ingestão de minerais como a biotina, que ajuda no desenvolvimento e queratinização das unhas e está presente em peixes de água salgada (salmão e sardinha), gema de ovo e leveduras, e também o silício orgânico, que pode ser encontrado na soja, na avelã, no nabo, na salsa, na cerveja e em temperos como o curry.

Por MdeMulher

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